Guararema

A cidade que já foi palco dos maiores encontros de bike do país abriga dezenas de roteiros por asfalto e por terra pela região

Ilhas naturais repletas de peixes, animais silvestres e variada concentração de espécies de mata nativa, remanescentes da Mata Atlântica, banhadas por um rio límpido de águas calmas. As ilhas são interligadas por pontes que levam o visitante a diferentes pontos sobre as águas do Rio Paraíba do Sul. A natureza neste paraíso também guarda uma verdadeira surpresa, incomum à arquitetura do homem, uma formação rochosa que desafia a lei da gravidade. As belezas naturais não se resumem à exuberância de seus parques e praças, as orquídeas cultivadas com todo zelo levam o nome do município para todo país, sendo reconhecidas até no cenário internacional. Igrejas construídas em meados do século XVII, tombadas pelo Patrimônio Histórico preservam em seu interior mistério e curiosidades. Uma Estação Ferroviária do final do século XIX de onde se pode avistar uma belíssima ponte de ferro inglesa da mesma época. Atrativos estes precursores do nascimento do município. Arte, história e gastronomia também são alguns dos demais atrativos da cidade. O artesanato é uma das formas de expressão mais espontâneas de um povo, que desenvolve sua arte em cerâmica, madeira, metal. Assim é Guararema. Visite, conheça e ame! (http://www.guararema.sp.gov.br/442/turismo/)

A história de Guararema é pontuada por elementos da natureza, religiosidade e tradição. O portal na entrada da cidade representa as seguintes referências:
* A canoa indígena, meio de transporte típico dos primerios habitantes da região, destaca-se centralizada entre as montahas, o rio Paraíba do Sul e o céu.
* Aos nativos, juntaram-se religiosos e colonos, simbolizando a formação do povo guararemense.
* Da Igreja da Freguesia da Escada, marco inicial do povoamento, à doação de um quinhão de terras, feita por Dona Laurinda à Maria Florência, tivemos a trasnferência da sede do povoado para o atual centro da cidade, motivada pela construçao da estrada de ferro.
* Árvores centenárias convivem com novos exemplares, recém-plantados.
* Prédios históricos harmonizam-se com recentes construções, projetadas para a modernidade e a inclusão.
* Aves e Animais se reproduzem, garantindo a continuidade da vida.
* Moradores da cidade saúdam os visitantes.  
 
A Igreja de São Benedito foi construída por volta de 1875, pela escrava Maria Florência. Esta, recebeu de sua sinhá Dona Laurinda Souza Leite, um quinhão de terras próximo a foz do ribeirão Guararema, por ocasião de sua alforria, e liderou a construção da igreja como prova de fé e agradecimento.

Aos poucos outros moradores ali se estabeleceram e logo virou um pequeno povoado que recebeu o nome de Guararema. Com a construção da estrada de ferro, em 1876, o povoado ganhou destaque e a pequena igreja foi, em 1890, ampliada, para em 1954 ser demolida para dar origem a nova igreja Matriz de Guararema.

Em torno da Igreja uma Praça foi construída e em 2011 revitalizada, ganhando elementos agregadores ao paisagismo local.

O Pátio Zé da Bala (fica no canto da igrejinha), exibe painéis que reconstroem parte da história da cidade, e a Travessia sobre o Ribeirão Guararema nos leva ao Parque de Lazer Dona Deoclésia, onde continuamos a viagem no tempo através de fotos.

O Pontilhão, próximo à estação de trem, no Centro da cidade, chama a atenção de todos que a veem devido à grandiosidade de sua arquitetura de origem inglesa. A estação foi reformada e transformada em Centro Cultural onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Cultura.
 
 
A Maria-Fumaça 353 – conhecida como Velha Senhora e que conta com 03 carros de passageiros da década de 30 que comportam, ao todo, 150 passageiros. Existe um passeio de meia hora que é feito, que percorre 7 km com a locomotiva de 3 vagões.
 
Ao lado da estação central e da estrutura destinada a locomotiva e aos carros de passageiros, foi construído um espaço amplo, agradável e seguro, que se transformou no “Calçadão” de acesso para a população do Bairro Nogueira.
 
 
A estação Guararema chamava Estação Parahyba quando foi inaugurada, 1876. Sua arquiteura é de origem belga e passou a chamar Guararema em 1910 com a inauguração do prédio da estação nova. Em 1869, a estrada férrea foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a Estrada de Ferro do Norte (ou E.F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo do Brás, em São Paulo/SP, e chegando até a Penha. Em 1877, chegou à Cachoeira Paulista, onde, encontrou-se com a E.F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira.
 
As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas". O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. 

Em 1889, com a queda do Império, a E.F. D. Pedro II passou a se chamar E.F. Central do Brasil, que, incorporou a já falida E.F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as duas linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté), e o trecho todo em 1908.  Em 1957, a Central foi incorporada pela Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA. O trecho entre Mogi das Cruzes e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. 

Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio de Janeiro e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS Logística passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi das Cruzes e no trecho D. Pedro II - Japeri, no Rio de Janeiro.
 
 
O Recanto do Américo conta com ampla e variada concentração de espécies de mata nativa, remanescentes da Mata Atlântica, além dos recursos fluviais e da centenária árvore Pau d'Álho, com 33m de altura.
 
A Ilha Grande, é uma ilha do Rio Paraíba do Sul localizada no centro da cidade. O espaço foi reurbanizado e ganhou trilhas que percorrem a ilha, totalizando 400 metros, playground para crianças, área para prática de exercícios físicos e jardins.
 
Além de todos estes atrativos, a Ilha Grande conta com o Núcleo de Educação Ambiental, o NEA, espaço destinado aos debates e aprendizado sobre os assuntos que permeiam a preservação e o respeito pelo meio ambiente.

O que levar

Itens Obrigatórios

  • Capacete
  • Óculos escuros ou protetores
  • Protetor Solar
  • Repelente

Dicas Úteis

  • Prove a Galinhada, delicioso prato típico de tempero forte preparado em uma panela de paella;
  • Tente ir por asfalto e voltar por terra ou vice-e-versa, e conheça o circuito!
  • Calma e tranquila, a estrada asfaltada tem ótimo pavimento!