Guidões de alumínio são os mais comuns, e também estão dentre os mais baratos. São super leves, e, ao bater com as unhas, emitem um som mais opaco e curto, característico do metal. O bom do alumínio é justamente a facilidade que se tem de encontrar em qualquer lugar e seu peso. Vale lembrar, entretanto, que a diferença de peso de um guidão de alumínio para aço ou carbono não vai passar de 50 ou 100 gramas, ou seja, para o cicloturismo, isso não faz muita diferença. Um ponto ruim do alumínio é a dificuldade em trabalhar com esse metal. Seu ponto de fusão é difícil de ser atingido e, portanto, não é qualquer ferreiro que conseguirá consertar um guidão desses no caso de ele quebrar. Por falar em quebrar, sim, ele perde em resistência para o aço e para o CroMoli, e há divergências de opinião com relação ao carbono. Quanto à absorção de impactos, alumínio é, dentre todos o mais rígido e, por tanto, é o que vibra mais. Em descidas na terra, seus punhos e ombros irão sentir bastante tremores que o garfo passará para a mesa e, consequentemente, para o guidão e suas mãos.
O guidão de aço é um guidão pesado e emite um som característico com a batida das unhas que dura mais que o som do alumínio.Este tipo de material, hoje em dia, não é muito utilizado de forma pura, pois vem sendo misturado para a composição de uma liga chamada CroMoli, ou Cromo Molibdênio. Esta liga é muito resistente e absorve impactos muito bem. Seu preço também é muito honesto, geralmente, e acessível. Este metal também é fácil de se trabalhar, então é fácil fazer manutenção em ligas de aço ou CroMoli. Seu ponto fraco é o peso – chega a ser o dobro do peso do alumínio e até o triplo do carbono, dependendo da espessura do tubo. Novamente, vale lembrar que no cicloturismo, peso é um fator que deve vir após conforto e praticidade, pois com alforjes e bagagens, você dificilmente irá notar gramas a mais na bicicleta. Guidões de aço não são muito fáceis de encontrar.

O carbono é um material fácil de reconhecer. Geralmente dá pra ver uns quadradinhos, como se o metal fosse uma malha. Material muito leve e resistente.
O guidão de carbono, por sua vez, é um sonho de consumo para muita gente. Seu preço é bem alto, podendo ultrapassar a faixa dos mil reais, dependendo do modelo. É um material nobre, muito resistente e muito leve. Dentre os materiais aqui citados, é o que absorve mais impacto e vibrações. O problema do carbono é justamente seu preço e a controvérsia que há em torno de sua resistência. Algumas pessoas acreditam que é frágil e outras defendem com unhas e dentes. O carbono emite um som bem seco e oco ao bater as unhas. Outro problema apresentado pelo carbono é que os parafusos devem ser sempre apertados com um medidor de pressão para que a força não danifique o material. E aí é onde começam a surgir as discussões sobre a credibilidade do material.
O formato: Butterfly, Drop ou Rise up?

O guidão rise up, o mais encontrado nas lojas, é leve, simples, mas só dá para segurar nele de um jeito, por isso que normalmente se colocam bar ends.
Após escolher o material do seu guidão, que tal pensar no formato dele? Existem guidões de todo tipo, desde pequenas e estreitas barras horizontais simples com manetes dos dois lados até os famosos “drop” de bicicletas de triathlon que possuem acoplados uma extensão para apoiar os cotovelos. Mas então qual escolher?

O Guidão Butterfly é charmoso e permite até 3 pegadas confortáveis diferentes além do espaço para gadgets
Ao decidir o formato de seu guidão, também pense no que precisará embutir e pendurar nele. Aí é preciso lembrar de tudo – buzina, ciclocomputador, tripé para máquina, alforje de guidão, luzes, espelhos retrovisores – e mais do que isso, ter a certeza de que você não precisa de tudo que existe. Sua bike não é uma árvore de natal. Um fator importante de lembrar é na empunhadura. É muito comum você sentr dores, dormências nos braços durante as viagens, então guidões que propiciam mais pegadas diferentes permitem maior número de posições para segurar, então melhoram a resistência dos seus braços.

O guidão drop deixa o ciclista mais debruçado na bike e fica melhor com selim mais estreito. Ele visa mais performance porque corta melhor a resistência do ar com o ciclista debruçado.
O guidão drop é o mesmo que se usa nas bikes de triathlon e provas de longa distância, curvado para baixo. Ele também propicia três pegadas diferentes e permite acoplagem de alforje, mas a posição para pedalar nele é bem debruçada, então ele combina melhor com um selim fininho e mais duro. Neste guidão, o passador é integrado, e pode ter duas ou três marchas na frente e até 10 atrás, totalizando até 30 marchas. O interessante é que esse tipo de câmbio tem uma resposta muito rápida e você já pedala com a mão na posição de trocar as marchas. Todavia, as marchas destes tipos de câmbio geralmente possuem coroas grandes na frente, o que torna a bicicleta mais veloz, porém menos eficiente nas subidas (a relação fica pesada). Mesmo assim, com prática, nada é impossível! Guidão drop utiliza fita de guidão.
Fita de guidão



